Dia Europeu das Fundações e Doadores: um compromisso que se renova

No dia 1 de outubro assinala-se o Dia Europeu das Fundações e Doadores, uma data que procura dar visibilidade ao papel das fundações na sociedade e ao contributo destas instituições para o bem comum. Para a Fundação António Cupertino de Miranda, este dia é também uma oportunidade para recordar um percurso construído ao longo de décadas e uma forma de atuação assente na independência, na continuidade e na capacidade de responder a desafios sociais com uma visão de longo prazo.

Instituída em 1964, a Fundação desenvolve a sua atividade nas áreas educativa, cultural e social. Nos últimos anos, a educação financeira assumiu particular relevância na sua intervenção, a partir da identificação da iliteracia financeira como um problema com impacto direto na capacidade de decisão, na autonomia e na proteção das pessoas. Foi no Museu do Papel-Moeda que começaram a ser desenvolvidos programas dirigidos a diferentes públicos e fases da vida, numa aposta que se tornou progressivamente uma das áreas mais reconhecidas da atuação da Fundação.

Esse trabalho concretiza-se hoje através de projetos como o No Poupar Está o Ganho, o Por Tua Conta, o Eu e a Minha Reforma e o Educação Financeira | Uma Necessidade Especial. Ao longo dos anos, estes programas permitiram levar a educação financeira a diferentes comunidades, escolas e públicos, criando uma experiência de intervenção que ultrapassa a transmissão de conhecimentos e procura desenvolver competências úteis para a vida quotidiana.

 

A experiência acumulada pela Fundação teve também expressão para além dos próprios projetos. O seu trabalho foi referenciado no contexto da criação do Plano Nacional de Formação Financeira e contribuiu para a construção do Referencial de Educação Financeira do Ministério da Educação. Mais tarde, a educação financeira passou a ganhar um peso crescente nas políticas educativas nacionais, sendo atualmente reconhecida como uma competência essencial na formação dos alunos. A participação da Fundação estendeu-se ainda ao contexto europeu, através da colaboração em iniciativas ligadas à literacia financeira e ao desenvolvimento de referenciais nesta área.

Paralelamente, a Fundação tem vindo a reforçar a avaliação dos resultados dos seus programas, procurando compreender o impacto da intervenção e utilizar esse conhecimento para melhorar as respostas desenvolvidas. Esta preocupação com a medição do impacto social permite acompanhar a evolução dos projetos e assegurar que a experiência adquirida é transformada em conhecimento útil para futuras intervenções. 

Neste Dia Europeu das Fundações e Doadores, a Fundação António Cupertino de Miranda assinala também o contributo dos seus mecenas, parceiros e de todas as entidades que têm participado neste percurso. Num contexto em que os desafios sociais exigem continuidade, conhecimento e cooperação, a Fundação mantém o compromisso de continuar a desenvolver respostas que contribuam para uma sociedade mais informada, autónoma e inclusiva.

 

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